LIMONADA?

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Por Simone Costa E de um instante ao outro vai-se do nirvana ao caos. Essa é a vida. Por sorte, esse caos pode ser criativo e dos sentimentos nebulosos pode-se tirar o melhor proveito. Espremer o limão e fazer uma bela caipirinha! O processo é árduo – enquanto se espreme o limão e até que se juntem os ingredientes para que, numa alquimia, o sumo amargo vire uma dose entorpecente de gosto adocicado…leva tempo. Se não me aventurar a fazer desse limão amargo uma capirinha? Ele terá existido e …

Os números de 2011

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2011 deste blog.

Aqui está um resumo:

Um comboio do metrô de Nova Iorque transporta 1.200 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 5.300 vezes em 2011. Se fosse um comboio, eram precisas 4 viagens para que toda gente o visitasse.

Clique aqui para ver o relatório completo

Valeu – se valeu!

Não 2011 não foi ruim.

Pelo contrário, foi um ano de conquistas e grandes realizações. Foi um ano de revelações (ainda que algumas não tenham sido tão boas), um ano de mudanças profundas e sobretudo – um ano de escolhas. Escolher não é fácil, escolher compromete deixar para trás coisas e/ou pessoas que fazem parte de uma história e escolhas trazem consigo surpresas. A maior e melhor de todas é saber-me feliz e em paz comigo mesma, saber que fiz o meu melhor, que tentei enquanto pude e acreditei no amor, que não fui perfeita – mas inteira, que não fui “a” melhor profissional, esposa, mãe, filha, irmã, amiga, companheira… Mas dei de mim mesma o melhor que havia em minhas entranhas.

Valeu?

Claro que valeu – e muito.

E, com a alma lavada, depois deste banho de chuva, sinto-a ainda maior e reforço as palavras do mentor e poeta: Tudo vale a pena , quando a alma não é pequena.

A verdadeira festa acontece bem aqui – dentro!

Celebrar…

É saber-se imperfeito e ainda assim amar-se.

É aceitar que a vida é feita de escolhas e fazê-las com a responsabilidade necessária para assumir os riscos que – por ventura – possam  aparecer.

É cantar a canção mesmo sem ouvir a música.

É acreditar que a felicidade existe, apesar de ser  inconstante.

É fazer planos a despeito das intempéries.

É mudar a rota quando o antigo caminho – apesar de conhecido – nåo nos levará a lugar algum.

É ouvir com ouvidos de criança.

É estar acompanhado e repleto de si mesmo.

Família, amigos, amores….Ilustres convidados que veem para mergulhar e embalar a FESTA que acontece bem aqui…DENTRO!

 

 

 

DEPOIS…

Depois de sonhar tantos anos,
De fazer tantos planos
De um futuro pra nós
Depois de tantos desenganos,
Nós nos abandonamos como tantos casais
Quero que você seja feliz
Hei de ser feliz também

Depois de varar madrugada
Esperando por nada
De arrastar-me no chão
Em vão
Tu viraste-me as costas
Não me deu as respostas
Que eu preciso escutar
Quero que você seja melhor
Hei de ser melhor também

Nós dois
Já tivemos momentos
Mas passou nosso tempo
Não podemos negar
Foi bom
Nós fizemos história
Pra ficar na memória
E nos acompanhar
Quero que você viva sem mim
Eu vou conseguir também

Depois de aceitarmos os fatos
Vou trocar seus retratos pelos de um outro alguém
Meu bem
Vamos ter liberdade
Para amar à vontade
Sem trair mais ninguém
Quero que você seja feliz
Hei de ser feliz também
Depois

Arnaldo Antunes/Carlinhos Brown/Marisa Monte

Ouça e sinta…

Recuar é preciso – viver não

Recuar, algumas vezes, pode ser mais que estratégico. Imprescindível e necessário…chega a ser vital.

Recuar para ganhar velocidade e impacto, recuar para chutar ou sacar uma bola, recuar para observar de longe e colocar-se de fora enxergando-se no contexto, recuar por blefe, recuar por não ter forças, recuar por  insegurança, recuar por ser muito seguro, recuar para estar certo de que as paredes precisam de uma nova pintura, recuar para sentir a solidão da saudade,  recuar quando tudo parece ter uma finitude desoladora.

Recuar pode significar ceder e – consequentemente – perder terreno.

Recuar pode ser um ato de hesitação – só duvida quem sabe-se inteiro para recomeçar.

Recuar pode se transformar em acomodação – assim os passos que decidimos dar pra trás, precisam ser inversamente proporcionais a força e a coragem de avançar.

Recuar sem se prostrar – sem jamais render-se ao fracasso.

Recuar pra ganhar forças – como uma arma recua na hora – exata – do disparo…

EU SEI QUE AINDA SOU AQUELA GAROTINHA

Eu nunca deixei de ser aquela menininha que vive aqui dentro de mim.

Tenho amigos imaginários – personagens sobre os quais escrevo

Sou otimista e crédula – acredito no amor e nas pessoas

Brincalhona – sempre rio de mim mesma (e dos outros também)

Gosto de doces – balas, pirulitos e jujubas sempre me rondam

Sou leve – não guardo remorsos ou rancores

Falo o que me vem a cabeça – as vezes me ferro, mas faço

Ainda sou aquela garotinha (tal qual Cazuza descreveu na canção) que ficava esperando o ônibus sozinha, com minhas meias três quartos…e que acreditava que merecia os castigos porque era mazinha – ainda hoje acredito merecer alguns castigos por não ter sido tão boa…

Sou a Simoninha sempre, sem disfarces, sem máscaras, sem rodeios.

Gosto muito desta menininha que as vezes fica caladinha e quieta contemplando as merdas que – hoje adulta – sou capaz de fazer e quando se manifesta diz: Vá com calma, um dia você cresce e aprende…mas por favor, nunca me mate.

E eu, obediente que sou, não a matarei jamais…

Lá no fundo eu sei que sempre serei aquela garotinha feliz!

Te esperando…

Perfumei a casa de Alecrim.

No canto da sala onde costumávamos ficar nos momentos de descontração ou bate-papos, coloquei flores.

Fiz a mesa com toalha de chita pra colorir o jantar.

Na cama pus o lençol branco e macio que tantas noites recebeu nosso suor e nosso amor.

Fiz uma comidinha leve para dois, uma limonada refrescante e uma sobremesa de dar água na boca.

Tomei um banho reconfortante e coloquei aquele vestidão charmoso.

Usei meu melhor perfume.

Apaguei as luzes.

Acendi as velas.

Liguei a esperança.

Sometimes you must risk everything…

É,  as vezes é preciso.

É preciso fechar portas e deixar que o sol entre por fendas. é preciso ir ao fundo e ficar no escuro e ir deixando o sol entrar aos poucos e devagar.

É preciso deixar o comodismo de lado, é preciso entender que novas possibilidades aparecerão e – que – quando estivermos prontos para abrir outras janelas, estaremos igualmente prontos par enxergar além da sacada e do jardim.

É preciso perder tudo para começar a ganhar – verdadeiramente.

É preciso abrir mão da companhia que te faz sentir só, para ficar só consigo mesmo e encontrar-se.

É preciso coragem para perder e sabedoria para ganhar.

O fracasso não pode ser medido pelo tanto que você já perdeu, mas pela falta de vontade de ganhar e acertar.

Sometimes you must risk everything…

E estou pronta!

 

Marisa Monte e Anderson Silva – Ainda bem

Acaba de estrear no Fantástico o Clip Oficial da nova música AINDA BEM de Marisa Monte.  Com a participação pra lá de especial de Anderson Silva, o clip tece uma teia sensual em meio a uma tela P&B (de fotografia refinada). O casal – embalado por um quase bolero, quase tango, quase samba…desliza na penumbra de um cenário nú – repleto de sentimentos, emoções e olhares. Música e letra de primeira, o que não podia ser diferente, se vindo de uma das maiores artistas contemporâneas.

Pra conferir – Ainda bem

Ainda bem
Que agora encontrei você
Eu realmente não sei
O que eu fiz pra merecer
Você

Porque ninguém
Dava nada por mim
Quem dava, eu não tava a fim
Até desacreditei
De mim

O meu coração
Já estava acostumado
Com a solidão

Quem diria que a meu lado
Você iria ficar
Você veio pra ficar
Você que me faz feliz
Você que me faz cantar
Assim

O meu coração
Já estava aposentado
Sem nenhuma ilusão

Tinha sido maltratado
Tudo se transformou
Agora você chegou

Você que me faz feliz
Você que me faz cantar
Assim

Foto: Divulgação

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